Centro Espírita Adolfo Bezerra de Menezes


OLHAI OS LÍRIOS DO CAMPO


Olhai para os lírios do campo, como eles crescem: não trabalham, nem fiam. Eu vos digo que nem mesmo Salomão, em toda a sua glória, se vestiu como um deles" (Mateus 6:28-29).




Escrito por C. E. A. B. M. às 12h53
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BEZERRA DE MENEZES - O "KARDEC BRASILEIRO"

            Adolfo Bezerra de Menezes Cavalcanti nasceu em 29 de agosto de 1831, Riacho do Sangue-CE. Em 1851 muda-se para o Rio de Janeiro, iniciando os estudos de Medicina. No ano seguinte começa a atuar como interno (residente) na Santa Casa de Misericórdia do Rio de Janeiro. Dava aulas particulares de filosofia e matemática, para poder estudar. Forma-se em 1856 e é convidado para trabalhar no Exército Brasileiro como assistente de cirurgia.

            Em 6 de novembro de 1858 casa-se com Maria Cândida de Lacerda, que falece de mal súbito em 24 de março de 1863, deixando-lhe dois filhos. Em 1865desposou, em segundas núpcias, Cândida Augusta de Lacerda Machado, irmã por parte de mãe de sua primeira esposa, e que cuidava de seus filhos até então, com quem teve mais sete filhos.

            Dr. Bezerra de Menezes é eleito Vereador em 1860,sendo reeleito em 1864. Em 1866 é eleito Deputado Provincial pelo Rio de Janeiro, encerrando sua carreira política 1885. Foi sócio fundador da Companhia Estrada de Ferro Macaé e Campos (1870).  Empenhou-se na construção da Estrada de Ferro Santo Antônio de Pádua.

            Durante a campanha abolicionista publicou o ensaio "A escravidão no Brasil e as medidas que convém tomar para extingui-la sem dano para a Nação" (1869), onde não só defende a liberdade aos escravos, mas também a inserção e adaptação dos mesmos na sociedade por meio da educação.  Escreveu também outras obras, como "A Casa Assombrada", "A Loucura sob Novo Prisma", "A Doutrina Espírita como Filosofia Teogônica", "Casamento e Mortalha", "Pérola Negra", "Lázaro, o Leproso", "Os Carneiros de Panúrgio", "História de um Sonho" e "Evangelho do Futuro". Sabe-se que Bezerra de Menezes era fluente em pelo menos três línguas além do português: latim, espanhol e francês.

            Conheceu a Doutrina Espírita quando do lançamento da tradução em língua portuguesa de "O Livro dos Espíritos" em 1875, através de um exemplar que lhe foi oferecido com dedicatória pelo seu tradutor, Dr. Joaquim Carlos Travassos. Sobre o contacto com a obra, o próprio Bezerra registrou posteriormente: "Deu-mo na cidade e eu morava na Tijuca, a uma hora de viagem de bonde. Embarquei com o livro e, como não tinha distracção para a longa viagem, disse comigo: ora, Deus! Não hei de ir para o inferno por ler isto… Depois, é ridículo confessar-me ignorante desta filosofia, quando tenho estudado todas as escolas filosóficas. Pensando assim, abri o livro e prendi-me a ele, como acontecera com a Bíblia. Lia. Mas não encontrava nada que fosse novo para meu Espírito. Entretanto, tudo aquilo era novo para mim!… Eu já tinha lido ou ouvido tudo o que se achava no 'O Livro dos Espíritos'. Preocupei- me seriamente com este fato maravilhoso e a mim mesmo dizia: parece que eu era espírita inconsciente, ou, mesmo como se diz vulgarmente, de nascença."

 

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Escrito por C. E. A. B. M. às 11h52
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BEZERRA DE MENEZES - O "KARDEC BRASILEIRO"

            Com o lançamento do periódico Reformador, por Augusto Elias da Silva em 1883, passou a colaborar com a redação de artigos doutrinários. Após estudar por alguns anos as obras de Allan Kardec, em 16 de Agosto de 1886, aos cinquenta e cinco anos de idade, perante grande público no salão de conferências da Guarda Velha, no Rio de Janeiro, em longa alocução, justificou a sua opção em abraçar o Espiritismo.

            Na década de 1880 o incipiente movimento espírita na capital (e no país) estava marcado pela dispersão de seus adeptos e das entidades em que se reuniam. Havia, ainda, uma clara divisão entre os espíritas ditos "místicos", e os chamados "científicos". Em 1889, Bezerra foi eleito presidente da Federação Espírita Brasileira por ser o único capaz de superar as divisões. Nesse período, iniciou o estudo sistemático de "O Livro dos Espíritos" nas reuniões públicas das sextas-feiras, passando a redigir o Reformador; exerceu ainda a tarefa de doutrinador de espíritos obsessores. Organizou e presidiu um Congresso Espírita Nacional.

            De 1890 a 1891 foi vice-presidente da FEB na gestão de Francisco de Menezes Dias da Cruz, época em que traduziu o livro "Obras Póstumas" de Allan Kardec, publicado em 1892. As divergências continuavam, Bezerra de Menezes afastou-se por algum tempo, continuando a frequentar as reuniões do Grupo Ismael. Aprofundando-se as discórdias na instituição, foi convidado em 1895 a reassumir a presidência da FEB, função que exerceu até à data de seu falecimento. Nesta gestão iniciou o estudo semanal de "O Evangelho segundo o Espiritismo", fundou a primeira livraria espírita no país e ocorreu a vinculação da instituição ao Grupo Ismael e à Assistência aos Necessitados. Foi em meio a grandes dificuldades financeiras que um acidente vascular cerebral o acometeu, falecendo na manhã de 11 de Abril de 1900.

            Pela atuação destacada no movimento espírita brasileiro, Bezerra de Menezes foi considerado um modelo para muitos adeptos da Doutrina. Destacam-lhe a índole caridosa, a perseverança, e a disposição amorosa para superar os desafios. Essas características, somadas à sua militância na divulgação e na reestruturação do movimento espírita no país, fizeram com que fosse considerado o "Kardec Brasileiro", numa homenagem devida ao papel de relevância que desempenhou.  

 

 "Estudar Kardec para compreender Jesus." - Dr. Adolfo Bezerra de Menezes   

 "Solidários, seremos união. Separados uns dos outros, seremos pontos de vista. Juntos, alcançaremos a realização de nossos propósitos." - Dr. Adolfo Bezerra de Menezes   



Escrito por C. E. A. B. M. às 11h48
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